AQUELA JANELA VIRADA P'RO MAR

Daquele navio que eu vi naufragar
Na boca da barra, tentando perder-me
E aquela janela virada p'ro mar
Sei lá quantas vezes desci esse Tejo
E fui p'lo mar fora c'oa alma a sangrar
Levando na ideia uns lábios que invejo
E aquela janela virada p'ro mar
Na boca da barra, tentando perder-me
E aquela janela virada p'ro mar
Sei lá quantas vezes desci esse Tejo
E fui p'lo mar fora c'oa alma a sangrar
Levando na ideia uns lábios que invejo
E aquela janela virada p'ro mar
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Marinheiro do mar alto
Olha as ondas uma a uma
Preparando o seu assalto
P'ra fazer teu barco em espuma;
Repara na quilha bailando na crista
Das vagas gigantes que o querem tragar
Se não tens cautela não pões mais a vista
Naquela janela virada p'ro mar
Olha as ondas uma a uma
Preparando o seu assalto
P'ra fazer teu barco em espuma;
Repara na quilha bailando na crista
Das vagas gigantes que o querem tragar
Se não tens cautela não pões mais a vista
Naquela janela virada p'ro mar
---
Se mais 'inda houvesse mais portos correra
Lembrando-me em noites de meigo luar
Duns olhos gaiatos que estavam á espera
Naquela janela virada p'ro mar
Lembrando-me em noites de meigo luar
Duns olhos gaiatos que estavam á espera
Naquela janela virada p'ro mar
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Mas quis o destino que o meu Mastodonte
Já velho e cansado viesse encalhar
Na boca da barra e mesmo defronte
Daquela janela virada p'ro mar
Já velho e cansado viesse encalhar
Na boca da barra e mesmo defronte
Daquela janela virada p'ro mar
---
Marinheiro do mar alto
Olha as ondas uma a uma
Preparando o seu assalto
Entre montes d'alva espuma;
Por mais que elas bailem numa louca orgia
Não trazem desejos de me torturar
Como aquela doida que eu deixei um dia
Naquela janela virada p'ro mar
Olha as ondas uma a uma
Preparando o seu assalto
Entre montes d'alva espuma;
Por mais que elas bailem numa louca orgia
Não trazem desejos de me torturar
Como aquela doida que eu deixei um dia
Naquela janela virada p'ro mar
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Fado de: TRISTÃO DA SILVA
Música e Letra de: FREDERICO DE BRITO
7 comentários:
Um casario bonito, Gaspar, repleto de azul intenso...
Beijos.
Excelente imagem Gaspar.Parabéns pelo blog e pela visita ao blog Visões. Um espaço criado por mim há já algum tempo que recebe com muito gosto todos aqueles que se identificam com a arte que é a Fotografia. Cumprimentos.
Ai Gaspar que belas recordações! A canção, a casa com as suas águas furtadas e azulejos, uma época em que se vivia a uma velocidade muito mais reduzida, que permitia apreciar-se o que nos rodeava...
Abracinho meu
Caro aqmigo, bela fotografia...belo texto...Espectacular....
Um abraço
Bom dia, amigo meu, que poema mais lindo cheio e saudosismo, eu vejo até o barco e o mar em meus pensamentos, e a imagem de uma ternura fantástica.
com carinho
Hana
Gaspar meu amigo, vim te fazer um pedido.
Se você é como eu que sente falta da Tertúlia Virtual, por favor, deixa um comentário neste link lá no Varal de Idéias.
http://cimitan.blogspot.com/2010/12/comentarios-que-valem-um-post_14.html
Estamos tentando reviver aqueles bons momentos da Tertúlia.
Um abraco
Adorei teu blog e estou te seguindo, caso queira seguir-me também, vá lá: http://asvozesdomar.blogspot.com/
Abç!
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