domingo, 14 de junho de 2020

A TRISTEMENTE CÉLEBRE 'GUERRA COLONIAL' (65)



Entretanto chegou a noite que tanto temia-mos, eu e o meu camarada passamos a vigiar a cabina da GMC pedindo aos seus ocupantes que não se deixassem dormir: - “ meu Alferes não durma, fale com o condutor, não o deixe adormecer...”. Foi assim durante toda a noite, mas pela madrugada, já o dia começava a despontar, a viatura deu uma guinada para a esquerda e despistou-se.
Felizmente já tinha-mos saído do Maiombe, estava-mos na praia de Lândana.
Rapidamente saltamos para a areia, a GMC não tombou, ficou apenas inclinada para o nosso lado com a parte dianteira na praia e o resto na estrada. O trabalho para a colocar de novo na via durou algum tempo. Quando por fim a coluna retomou a sua marcha era já dia e deu para fotografar o Rio Luáli na sua chegada à Foz.
Os restantes cinquenta Quilómetros até Cabinda decorram normalmente. Para trás haviam ficado vinte e duas horas de muita preocupação. 

sábado, 13 de junho de 2020

A TRISTEMENTE CÉLEBRE 'GUERRA COLONIAL' (64)



A coluna seguia em marcha lenta como se impunha,
dando para registar um ou outro apontamento fotográfico.


sexta-feira, 12 de junho de 2020

A TRISTEMENTE CÉLEBRE 'GUERRA COLONIAL' (63)



Logo após o trágico acidente chegou a ordem para que eu e outro camarada mais novo regressasse-mos a Luanda. Tinha-mos coluna militar no dia a seguir, vinha mesmo a calhar.
Se por um lado estávamos felizes, por outro lado estávamos cheios de medo. A rapaziada era muito inexperiente, os condutores muito verdes e a viagem era longa.
Falamos com o Alferes responsável pela viagem e demos-lhe conta da nossa preocupação.
Tinha-mos muito medo que algum dos condutores adormecesse durante a noite.
No dia a seguir decidimos viajar na viatura onde ia o responsável e ir vigiando pelo óculo da cabine como corriam as coisas.
Saímos manhã cedo, pelo caminho paramos várias vezes para trocar de condutor e por outros motivos. Deu até para tirar um ou outra foto pelo caminho.


quinta-feira, 11 de junho de 2020

A TRISTEMENTE CÉLEBRE 'GUERRA COLONIAL' (62)



Esta 'tropa fandanga' cedo começou a fazer asneiras.
No chão da capela atrás de mim jazia o primeiro morto.
Segundo relato do sobrevivente; - era já noite, iam a Buco Zau numa missão qualquer. À saída do aquartelamento disse-lhe o condutor: - vais ver o que é conduzir.
Duas ou três curvas adiante o Jeep voou mata adentro, foram ambos projectados.
Não sabendo do condutor o sobrevivente arranjou forças para voltar à picada e retornar ao acampamento a dar a triste notícia.
Só ao raiar do dia seguinte foi possível encontrar o desafortunado condutor, entalado entre o Jeep e uma árvore, com o tórax esmagado.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

A TRISTEMENTE CÉLEBRE 'GUERRA COLONIAL' (61)



Novo Batalhão instalado tudo piorou. As Praças eram gente sem regras, o medo dominava aquela "tropa", várias noites os postos ficaram sem sentinelas, quase ninguém tomava banho, a alimentação se já era má piorou, notava-se que faltava higiene. Na caserna as noites eram insuportáveis.
Com a ajuda dos dois sargentos da nossa equipa mudamos de instalações.

terça-feira, 9 de junho de 2020

A TRISTEMENTE CÉLEBRE 'GUERRA COLONIAL' (60)




Na despedida do Batalhão onde fiz uma ou outra amizade, mas não me lembro do nome de nenhum.


segunda-feira, 8 de junho de 2020

A TRISTEMENTE CÉLEBRE 'GUERRA COLONIAL' (59)



Contando os dias que faltavam para acabar a Comissão.






5ª TERTÚLIA A 02 DE JULHO

5ª TERTÚLIA A 02 DE JULHO
COM A ARTE NO OLHAR