OS DIAS DE CUIMBA 8
Pretendendo agradar ao chefe, estes procuravam poupar o mais possível por forma a, mensalmente, depositarem nas suas mãos o dinheiro sobrante. Tive conhecimento de casos em que o comandante, não satisfeito com o “trabalhinho”, substituía o vagomestre e mostrava ao recém-nomeado as contas da administração anterior pedindo-lhe, inclusive, que se aplicasse para subir aqueles números.

Havia agora fome em Cuimba. A solução era tentar na cantina algo para comer. Cantina que era também administrada pelo comandante e onde, “curiosamente”, sempre encontrávamos à venda o que nos faltava no refeitório...
Por vezes chegavam até nós informações via Polícia de Informação e Defesa do Estado (a famigerada PIDE) alertando-nos para a possibilidade de, em determinadas noites, recebermos a indesejada visita dos “turras”.
Sempre que tal sucedia, apagavam-se as luzes do acampamento e reforçavam-se as sentinelas.

Curiosamente, na noite de 6 para 7 de Junho não houve qualquer alerta. Teriam os “turras” descido a serra? Digo teriam porque não enxerguei nenhum. Admitindo que assim foi, teriam vindo para matar? Ou apenas para roubar alimentos, como tinha acontecido com outras companhias?
Não cheguei a saber.
Convictos de terem observado vultos no capim, os sentinelas dispararam as metralhadoras, levando a que os restantes militares pegassem nas armas e corressem para os abrigos. Não terão visto nada, mas despejaram os carregadores.
Olá Gaspar, boa tarde!
ResponderEliminarSomos da Assessoria de imprensa da campanha fotográfica África em Nós, criada pela Secretaria da Cultura de São Paulo, com a curadoria do fotógrafo Walter Firmo.
Gostaríamos de enviar à você nossa matéria da campanha, caso seja interessante para seu blog, ressaltando que é um blog muito bem elaborado, parabéns pelo arte fotográfica.
Ficamos agradecidos retornando este email para nós.
Desde já, nosso muito obrigado.
Assessoria África em Nós | http://www.africaemnos.com.br
Caros senhores do "AFRICA EM NÓS"
ResponderEliminarObrigado pelas gentis palavras.
Estou naturalmente receptivo ao envio da matéria de que me falam, mas não posso escrever-vos pois não seu o v/endereço electrónico.
Tentei visitar o vosso Blog, mas é de acesso restrito.
De qualquer forma fico a aguardar o v/contacto.
G.J.
Lindas as fotos...remetem-nos a um passado histórico e lamentável, filmado pela mente do homem e transmitida a nós, hoje, pelas lembranças de quem as viveu. Gostei de lê-las e de vê-las. Parabéns
ResponderEliminar